domingo, 3 de janeiro de 2016

Declaração sobre a Missa Nova - Mons. Lefebvre

DECLARAÇÃO SOBRE A MISSA NOVA 




Sobre a nova Missa.

Em relação à nova Missa, destruamos imediatamente esta ideia absurda: se a nova Missa é válida, se pode tomar parte nelaA Igreja sempre proibiu aos fiéis assistirem às missas dos cismáticos e dos hereges, mesmo que sejam válidas. É evidente que não se pode participar de Missas sacrílegas, nem de Missas que põem nossa fé em perigo.


Ademais, é fácil demonstrar que a Missa Nova, tal como foi formulada pela Comissão de Liturgia, com todas as autorizações dadas oficialmente pelo Concílio, e com todas as explicações dadas por Monsenhor Bugnini, apresenta uma aproximação inexplicável à teologia e culto dos protestantes.

Assim, por exemplo, não aparecem muito claros, e até os contradizem, os dogmas fundamentais da Santa Missa, que são os seguintes:

• o sacerdote é o único ministro;
• há um verdadeiro sacrifício, uma ação sacrifical;
• a vítima é Nosso Senhor Jesus Cristo, presente na hóstia sob as espécies do pão e do vinho, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade;
• é um sacrifício propiciatório;
• o Sacrifício e o Sacramento se realizam com as palavras da Consagração, e não com as palavras que a precedem ou a seguem.

Basta enumerar algumas das novidades para demonstrar a proximidade aos protestantes:

• o altar transformado em mesa, sem a ara;
• a missa de frente para o povo, em vernáculo, em voz alta;
• a missa tem duas partes: a Liturgia da Palavra e a da Eucaristia;
• os cálices sagrados vulgares; o pão fermentado, a distribuição da Eucaristia por leigos, e na mão;
• o Sacrário escondido;
• as leituras feitas por mulheres; a Comunhão dada por leigos.

Todas estas novidades estão autorizadas [pela igreja conciliar].

Pode-se, pois, dizer, sem qualquer exagero, que a maioria destas Missas são sacrílegas e diminuem a fé, pervertendo-a. A profanação é tal que a missa se expõe a perder o seu caráter sobrenatural, seu "mistério de fé", para se converter em um ato de religião natural, nada mais.

Estas missas novas, não só não podem ser motivo de obrigação para o preceito dominical, mas também, com relação a elas, devem-se seguir as regras da Teologia moral e do Direito Canônico, que são as da prudência sobrenatural em relação à participação ou assistência a uma ação perigosa para nossa fé, ou eventualmente sacrílega.

De se dizer, então, que todas essas Missas são inválidas? Desde que existam as condições essenciais para a validade, ou seja, a matéria, a forma, a intenção e o sacerdote validamente ordenado, não se pode afirmar que sejam inválidas [Levemos em conta que isso foi dito em 1979, quando as missas novas ainda eram piedosamente rezadas por sacerdotes validamente ordenados. Há quem possa jurar, hoje, que os sacerdotes sejam validamente ordenados? Por quem? Por cismáticos? E há que possa jurar que a matéria, a forma e a intenção - condições essenciais de validade - sejam conforme manda a Igreja Católica? Depois de 50 anos de CVII... o que resta de católico na igreja conciliar, que é cismática e, portanto, PROTESTANTE???)
]. As orações do Ofertório, do Cânon e da Comunhão do sacerdote, que se somam à Consagração, são necessárias para a integridade do Sacrifício e do Sacramento, mas não para a sua validade. O Cardeal Mindszenty que, na prisão, às escondidas de seus guardas, pronunciava as palavras da Consagração sobre um pouco de pão e de vinho para se alimentar do Corpo e Sangue de nosso Senhor, realizava certamente o Sacrifício e o Sacramento.

Mas, à medida que fé dos sacerdotes se corrompa e deixem de ter a intenção da Igreja (porque a Igreja não pode mudar de intenção), haverá menos Missas válidas [Imagine depois de 50 anos de CVII!!! Seria um verdadeiro milagre que ainda haja missa válida!!!].]. A formação atual [em 1979, imagine em 2016!] não prepara os seminaristas para assegurar a validade das Missas. O sacrifício propiciatório da Missa já não é o fim essencial do sacerdote. Nada mais decepcionante e triste que ouvir os sermões ou comunicados dos Bispos sobre a vocação, à raiz de uma ordenação sacerdotal. Eles já não sabem o que é um sacerdote [em 1979, imagine em 2016!].

Para julgar sobre a falta subjetiva dos que celebram a nova Missa e dos que a ela assistem, devemos aplicar a regra de discernimento de espírito, segundo as diretrizes da teologia moral e pastoral. Devemos sempre agir como médicos de almas e não como juízes e carrascos, como são tentados a fazê-lo os que estão animados por um zelo amargo e não pelo verdadeiro zelo. Os sacerdotes recém-ordenados devem se inspirar nas palavras de São Pio X, em sua primeira Encíclica, e nos numerosos textos de autores espirituais tais como Dom Chautard, em "A alma de todo Apostolado" (PDF in zip), o Padre Garrigou-Lagrange, no tomo II de "Perfeição Cristã e Contemplação", e Dom Marmion em "Cristo, Ideal do Monje"(compre aqui). 



por Mons. Lefebvre 
Declaração sobre a Missa Nova e o Papa. 08/11/1979.  

Tradução: Giulia d'Amore.  
Fontes: 

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